domingo, 15 de novembro de 2009

11a Festa do Livro da USP - 2009


25-26-2711 das 9h ás 21h Saguão do Prédio de Geografia e História da USP - FFLCH Av. Prof. Lineu Prestes, 338 - Cidade Universitária - São Paulo / SP

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

DEBATE: CRISE, TRABALHO E RESISTÊNCIA

Ricardo Antunes
É professor titular de sociologia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas FCH),Unicamp. Foi visiting research fellow na Universidade de Sussex, Inglaterra. Fez concurso para titular (2000) e livre-docência (1994), no IFCH-Unicamp, em sociologia do trabalho. Doutorou-se em sociologia pela USP (1986) e fez mestrado em ciência política no IFCH-Unicamp (1980). É pesquisador do CNPq.
Recebeu os prêmios Zeferino Vaz (Unicamp) e a Cátedra Florestan Fernandes (Clacso). Colabora regularmente em revistas e jornais nacionais e estrangeiros.
O Instituto Zequinha Barreto, convida para o debate com o professor Ricardo Antunes, sobre o tema Crise, Trabalho e Resistência no dia 12 de novembro – quinta- feira as 19:00 horas.
Local: Químicos Unificados – Regional Osasco
Praça Joaquím dos Santos Ribeiro nº 265 – Km – 18 – Osasco – São Paulo.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

CARLOS MARIGHELLA

Marighella receberá título de cidadão paulistano
No dia 4 de novembro, completam-se 40 anos do assassinato de Marighella, em uma emboscada armada pela polícia política comandada pelo delegado Fleury, no centro da cidade de São Paulo. Nesse dia, Marighella tinha um encontro marcado com frades dominicanos. Acabou sendo emboscado e fuzilado, sem chance de defesa. A data será motivo de várias homenagens. Entre elas, a entrega do título de Cidadão Paulistano "in memorian", às 19h, no salão nobre da Câmara de Vereadores de São Paulo.
Redação - Carta Maior
A Câmara de Vereadores de São Paulo entregará, dia 4 de novembro, às 19 horas, o título de Cidadão Paulistando “in memorian” a Carlos Marighella, deputado constituinte em 1946 pelo Partido Comunista Brasileiro e criador da Ação Libertadora Nacional (ALN), que participou da resistência armada à ditadura militar. Iniciativa do vereador Ítalo Cardoso, a homenagem ocorrerá no salão nobre da Câmara Municipal.No dia 4 de novembro, completam-se 40 anos do assassinato de Marighella, em uma emboscada armada pela polícia política comandada pelo delegado Fleury, no centro da cidade de São Paulo. Nesse dia, Marighella tinha um encontro marcado com frades dominicanos. Acabou sendo emboscado e fuzilado, sem chance de defesa. A data será motivo de várias homenagens.Ainda no dia 4, será realizado, às 11h, um ato político no local onde ele foi assassinado (Alameda Casa Branca, 806, Jardim Paulista). Às 18h, ocorrerá a exibição do filme “Marighella; retrato falado de um guerrilheiro”, de Silvio Tender, no salão nobre da Câmara Municipal de São Paulo.No dia 7 de novembro, às 11h, será aberta a exposição “Marighella”, no Memorial da Resistência de São Paulo (Largo General Osório, 66). Às 11h30min, ocorrerá apresentação de poemas de Marighella, musicados pelo percussionista Dinho Nascimento, acompanhado por Gabriel Nascimento e Cecília Pellegrini. Às 12h30min, será a vez do espetáculo “O Amargo Santo da Purificação”, do grupo Tribo de Atuadores Oi Nóis Aqui Traveiz. A exposição vai de 8/11 a 25/04 de 2010, com entrada gratuita de terça a domingo, entre às 10 e 17h30min.

ALGUNS POEMAS DE CARLOS MARIGHELLA

Liberdade
Não ficarei tão só no campo da arte,e, ânimo firme, sobranceiro e forte,tudo farei por ti para exaltar-te,serenamente, alheio à própria sorte.
Para que eu possa um dia contemplar-tedominadora, em férvido transporte,direi que és bela e pura em toda parte,por maior risco em que essa audácia importe.
Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,que não exista força humana algumaque esta paixão embriagadora dome.
E que eu por ti, se torturado for,possa feliz, indiferente à dor,morrer sorrindo a murmurar teu nome”
São Paulo, Presídio Especial, 1939

O país de uma nota só
Não pretendo nada,nem flores, louvores, triunfos.nada de nada.Somente um protesto,uma brecha no muro,e fazer ecoar,com voz surda que seja,e sem outro valor,o que se esconde no peito,no fundo da almade milhões de sufocados.Algo por onde possa filtrar o pensamento,a idéia que puseram no cárcere.
A passagem subiu,o leite acabou,a criança morreu,a carne sumiu,o IPM prendeu,o DOPS torturou,o deputado cedeu,a linha dura vetou,a censura proibiu,o governo entregou,o desemprego cresceu,a carestia aumentou,o Nordeste encolheu,o país resvalou.Tudo dó,tudo dó,tudo dó...E em todo o paísrepercute o tomde uma nota só...de uma nota só...

Rondó da Liberdade
É preciso não ter medo,é preciso ter a coragem de dizer.
Há os que têm vocação para escravo,mas há os escravos que se revoltam contra a escravidão.
Não ficar de joelhos,que não é racional renunciar a ser livre.Mesmo os escravos por vocaçãodevem ser obrigados a ser livres,quando as algemas forem quebradas.
É preciso não ter medo,é preciso ter a coragem de dizer.O homem deve ser livre...O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo,e pode mesmo existir quando não se é livre.E no entanto ele é em si mesmoa expressão mais elevada do que houver de mais livreem todas as gamas do humano sentimento.
É preciso não ter medo,é preciso ter a coragem de dizer.